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23 de junho de 2010

A propaganda no rádio

O rádio surgiu na década de 1920. Nesse período houve a introdução das indústrias no Brasil. Nesse período estas mulheres estavam ganhando mais espaço, pois estavam fazendo parte do proletariado. Nesse período elas começaram a receber o seu salário e a ser impactadas pelo cinema.

Nesse período, a música começa a seguir o ritmo das máquinas, surgindo a música “Pelo Telefone”. Devido a essas mudanças na sociedade, percebe-se a necessidade de criar um produto/ mídia para atender a sociedade e a transmitir informações e entretenimento à massa popular. Com isso foi criado o rádio.

O rádio se tronou um veículo de comunicação popular, facilitando à compreensão daqueles que não eram alfabetizados. O intuito do rádio era estabelecer um diálogo entre o emissor e o receptor. Para isso, essa mídia utilizava de três itens para ganhar audiência como a ifnroamção (credibilidade), música e futebol (entretenimento).

Nesse período, a política era a política do “Café com Leite”, pois os representantes dos estados que governavam era de São Paulo e Minas Gerais. Nessa época, São Paulo produzia o café, ao passo que, Minas produzia o leite. Getúlio acaba com essa política café com leite através de um golpe militar onde este rasgou a constituição. Nesse período os estudantes fizeram um protesto contra Getúlio Vargas e, devido à morte de quatro pessoas, começa a Guerra Civil.

Getúlio ameaçado diante das circunstâncias, reverte a situação utilizando-se do rádio contra São Paulo e seus aliados. A partir de então surge a propaganda no Brasil. Getúlio Vargas, nesse período, produziu um propaganda com sotaque paulista contra os gaúchos, nordestinos fazendo com que percebessem que São Paulo se achava superior em relação a eles, ou seja, houve a “desaliação” devido a superioridade que São Paulo tinha perante aos demais estados.

Devido a pobreza, desemprego vivenciada no mundo, encontraram duas soluções para resolver essas questões através do Nazismo (na Alemanha), e o Comunismo (na União Soviética). No Nazismo era necessário apenas uma filosofia, um chefe e um só objetivo. Quanto ao Comunismo era a revolução do proletário contra os burgueses. O rádio transmitia as informações do que vinha acontecendo no mundo, originando-se movimentos nazistas e comunistas aqui também. Nesse período nasceu também o Partido Comunista no Brasil.

Percebendo a grande sacada do rádio, Getúlio Vargas cria a Rádio Nacional. Essa rádio focava-se primeiro no jornalismo (credibilidade), seguida do futebol (Copa do Mundo, Campeonato Brasileiro) e, por último, a música. Getúlio cria o Departamento de Imprensa e Propaganda (D.I.P.), cujo intuito era censurar tudo o que o governo lhe achasse prejudicial.

O rádio possui como significante a questão da persuasão e o poder de controlar e como significado a idéia de que todos são iguais e que existe apenas um único mercado “O Mercado Nacional Brasileiro” e com isso a propaganda atinge a todos igualmente. Getúlio era a favor da Alemanha durante a guerra, mas os Estados Unidos se mostraram interessados, por motivos geográficos, no Brasil e mandou o cineasta Orson Wells com o intuito de aproximar os países. A partir desse relacionamento Brasil X Estados Unidos, este passa a introduzir produtos americanos como caneta, por exemplo. Como o rádio não trabalha com o visual, tinha (e ainda tem) dificuldade de vender produtos, houve a necessidade de criar outro veículo de comunicação: a TV. Porém, isso é outra história!

Sabe-se que o rádio ainda é o veículo de comunicação mais utilizado, devido a praticidade e o fato de todos terem um em sua casa.

22 de junho de 2010

A origem da Publicidade no Brasil

Segue a transcrição de um trecho da prova realizada para a disciplina “História da Comunicação”, sob orientação do Prof. Mário Sérgio de Moraes, no curso de Comunicação Social, com habilitação em Publicidade e Propaganda, 2010.

"No início, a comunicação se dava através da troca da convivência dos mais próximos, pois ainda não havia a tecnologia que existe hoje. Essa troca de informação dentro de um determinado local culminou a cultura.

Percebe-se que a cultura nada mais é do que tradições que são transmitidas de geração a geração, de pai ao filho. E antigamente quando ainda não havia a escrita, utilizava-se apenas a oralidade. Com o passar do tempo, nota-se que esses saberes foram além do círculo familiar, estendendo à comunidade e assim, diante dos regionalismos, diferenciando uma comunidade de outra.

A linguagem é um fator determinante que engloba a língua falada e a escrita. As pessoas precisavam se comunicar tanto no modo oral quanto na escrita. Com isso, devido ao contexto social daquele período, gerando a comunicação de massa, onde o que predominava era a ideologia daquele que detinha o “ poder”.

A primeira propaganda que se tem notícia aqui no Brasil, é a venda de um escravo negro pelo seu dono. Esse anúncio se deu num jornal local. E a partir desse anúncio, pode-se verificar que o mais importante, não é o produto em si (no caso o negro), mas sim quem anunciou (o Barão de Cotejipe). A venda do escravo acontece, mas não por causa dos atributos do “produto” relatado no anúncio, mas sim por ter sido anunciado por alguém renomado. Ou seja, considerando o “Barão” como marca e o “escravo” como o produto percebe-se que a marca é mais importante do que o produto em si. E as pessoas já compravam devido a importância da marca e não ao produto.

Desde então, os veículos de comunicação em massa foram se adaptando ao contexto social originando e expandindo a mídia impressa. A primeira mídia utilizada no Brasil, como se sabe, foi o jornal, seguida da revista e assim originando outras mídias, com outros objetivos, em outras épocas."

5 de setembro de 2009

Algumas campanhas do livro "Campanhas Inesquecíveis"

Àqueles que gostariam de conhecer um pouco mais sobre as propagandas já produzidas no Brasil, a obra “Campanhas Inesquecíveis: Propaganda que fez história no Brasil”, da editora Meio & Mensagem é um artefato interessante e imprescindível para se ter na biblioteca de sua casa, pois traz as melhores campanhas da de 60 até a 90, totalizando 84 campanhas, distribuídas entre as 192 páginas do livro, produzidas pelas agências publicitárias no Brasil, além da apresentação, prefácio, índice remissivo e agradecimentos.



Segue a postagem a de lgumas peças interessantes e que fizeram parte da minha vida:


Agência: Multi Propaganda
Anunciante: Tecelagem Parahyba
Produto: Cobertor
Produção/ filme: Lynx Film
Criação / animação: César Mérmolo
Criação / trilha: Mauro Fanucchi e Erlon Chaves
Produção / som: Magisom


Título: "Quem bate? É o frio"
Agência: Multi Propaganda

Anunciante: Casas Pernambucanas
Produção/ filme: Lynxfilm
Animação: equipe de Rui Perotti Barbosa
Produção / som: Magisom
Criação / trilha: Heitor Carillo
Ano: 1962



Título: "Tomou Doril, a dor sumiu!"
Agência: Multi Propaganda
Anunciante: DM Indústria Farmacêutica
Produto: Doril
Direção de criação: Roberto "Dudu" Carvalho
Produção/ filme: Lynxfilm (até 1993) e Movie & Art
Direção/ filme: Roberto "Dudu" Carvalho
Direção/ fotografia: Geraldo Gabriel e Joel Lopes
Aprovação / cliente: Nelson Morizone



Título: "Um novo tempo"

Anunciante: TV Globo
Produto: Institucional
Criação e Produção: Central Globo de Comunicação
Música: Nelson Motta, Marcos Valle e Paulo Ségio Valle.




Título: "Transamazônica"
Agência: Alcântara Machado Publicidade
Anunciante / Produto: Volkswagen / Fusca
Direção de criação: Alex Periscinoto
RTVC: Julio Xavier e Domingos  Utimura
Atendimento: Sérgio Guerreiro e Alberico Cilentto
Produção/ filme: Lynxfilm
Direção / Filme: Mamoru Miao
Fotografia: Marcelo Primavera
Montagem: Tércio Gabriel da Motta
Trilha Sonora: Sonotec.
Produção: Sérgio Campanelli
Locução: Humberto Marçal
Aprovação / Cliente: Konstantin Von Schweinchen e Juan Cordon

1 de setembro de 2009

História da Propaganda no Brasil: Uma história sob o ponto de vista dos publicitários.

Renato Castelo Branco, Rodolfo Lima Martesen e Fernando Reis fizeram uma compilação de artigos produzidos por renomados publicitários que participaram ativamente da história da comunicação no Brasil. A obra intitulada “História da Propaganda no Brasil” aborda a trajetória, não linear, de fatos ocorridos no Brasil no que concerne a evolução tanto da comunicação quanto da publicidade. A obra estrutura-se em 42 artigos, além do Prefácio, Apresentação e Índice Remissivo, totalizando 485 páginas. Percebe-se, ao ler os artigos, que os autores iniciam-nos na 1º ou na 3º pessoa do singular.

Os publicitários enfatizam em seus artigos o aspecto histórico da propaganda brasileira: desde quando surgiu; enumerando as agências que marcaram nome e época no Brasil; mencionando os principais veículos de comunicação (Revista, Rádio, Outdoor, Televisão, Jornal) e suas respectivas evoluções; abordando a criação da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), da regulamentação publicitária (bem como APP, CONAR etc.); mostrando a evolução, a situação atual e as tendências do Marketing; explicitando sobre a introdução e o desenvolvimento da pesquisa; citando a profissão Relações Públicas; abordando a questão da criatividade e a sua limitação em virtude do sistema de pesquisas de mercado; comentando a introdução do conceito “dupla de criação”; abordando a importância do planejamento na campanha; ressaltando sobre artes gráficas, fotografias e jingles; permitindo a relação do consumidor com a comunicação e, e também, aferindo a economia brasileira através dos anos.

Com essa obra, percebe-se uma significante evolução na trajetória da comunicação. Essas alterações culminaram uma nova fase à publicidade no Brasil e para acompanhar tais transformações, organizaram-se conselhos reguladores tanto da ética profissional quanto ao veículo de comunicação. As grandes cidades obtiveram uma demanda grande de anúncios. No passado, não era padronizado o tamanho dos outdoors e, em muitas vezes, eram colocadas peças concorrentes lado a lado. E há algum tempo, a prefeitura de São Paulo restringiu muitos locais e também retirou muitas peças (senão todas) das ruas da maior cidade da América Latina com o intuito de melhorar o seu visual.

Baseando-se na análise das campanhas do Fusca, é possível perceber as transformações na mídia televisiva. No início, não havia VT e muitas “gafes” foram cometidas ao vivo e, por mera fatalidade, os espectadores presenciaram. Porém, ao assistir o comercial realizado pela agência, tendo a atriz Regina Duarte como garota propaganda, percebe-se um truncamento quando ela sai com o Fusca. Será que essa parada poderia ser considerada como uma falha na gravação, na edição ou proposital? Mas, ao se tratar das gafes, e graças ao VT, tornou-se uma diversão para os espectadores no programa “Falha Nossa” da rede Globo, utilizando os erros de gravações de novelas, seriados (etc.) da própria emissora como estratégia para aumentar a audiência. Mas, voltando às campanhas do Fusca, sob o prisma da televisão, encontram-se muitos ruídos tanto no som quanto na imagem. E utilizando-se delas, através das 4 décadas do Fusca e 1 década do New Beetle, é possível verificar a evolução e a introdução de novos conceitos e programas em que auxiliam na criação, pois, nas duas últimas décadas, o design gráfico já estava presente, evitando o desperdício de tempo que se tinha com os trabalhos manuais. Outro ponto que podemos observar diante das campanhas, é a introdução das cores nas televisões pretas e brancas, tornando-as mais atrativas aos espectadores e auxiliando os anunciantes a persuadirem os seus targets/ prospects eficientemente.

Da mesma maneira que houve a evolução da propaganda na televisão, ocorreu nas peças de jornais e revistas. Muitas das campanhas do Fusca, ou Volkswagen Sedan como era conhecido anteriormente, foram veiculadas na revista “O Cruzeiro” e, no tom sépia e/ou preto e branco, foram ganhando cores arrojadas nas propagandas do Fusca na década de 80/90, e do New Beetle em 2000. Porém, como as propagandas são antigas, algumas delas possuem ruídos impossibilitando a sua leitura e uma análise mais profunda.

Como a televisão foi criada depois do rádio, este chegou ao Brasil para transmitir informações no período da Segunda Guerra Mundial. Então o processo de criação e propaganda girava em torno deste veículo, capacitando os profissionais e promovendo jingles e programas interessantes que seriam direcionados à televisão futuramente. Mais tarde, houve a criação do modo FM, perdendo um pouco a questão de transmissão de informação e publicidade e cedendo lugar a música, entretenimento com uma cara mais jovial e descontraída. Os jingles, por sua vez, por serem curtos e repetitivos são memorizados facilmente, permitindo com que a marca da empresa sempre fique em evidência. É o caso do jingle “não adianta bater que eu não deixo você entrar...” das lojas Pernambucanas que foi ao ar na década de 60 e até hoje é recordado pelas pessoas. E a mesma história se repete com o Besouro da Volkswagen. E também com outros produtos de outras empresas.

Portanto, conhecer a história é fundamental para se ter idéia de como será o seu futuro. A obra trás vários pontos interessantes e pertinentes para o Brasil, pois, toda história brasileira está entrelaçada com a comunicação e a sua respectiva evolução, sem mencionar a economia. Essa obra é extremamente importante para os comunicólogos e historiadores para utilizá-la sempre que for necessária, sem mencionar os estudantes da área da publicidade e seus respectivos professores.

SOBRE OS AUTORES....

Renato Castelo Branco.
Escritor e publicitário, ex-presidente da J. Walter Thompson do Brasil e vice- presidente da J. W. Thompson Company (E.U.A.). Fundador e ex-presidente da CBBA, Castelo Branco e Associados. Fundador e ex-presidente do Conselho Nacional da Propaganda. Membro do Conselho Superior da ESPM e presidente do Instituto Brasileiro de Altos Estudos de Comunicação Social – IBRACO. Presidente do Conselho da HCA Comunicação.

Rodolfo L. Martensen.
Escritor e publicitário. Ex - presidente da Lintas Worldwide para o Brasil e América do Sul. Fundador e presidente da Escola Superior de Propaganda e Marketing por vinte anos. Atualmente é consultor de marketing e comunicação. Presidente dos conselhos superiores ESPM e IBRACO.

Fernando Reis.
Diretor executivo da ABAP, desde 1979. Jornalista e publicitário. Começou como redator na Standard, na década de 40. Trabalhou também ma Internacional (Rio), MPM, P. A. Nascimento, Esquire e Sell. Foi editor do Anuário Brasileiro de Propaganda, Revista Propaganda, Carta do Mídia, Meio & Mensagem e, mais recentemente, Notícias da ABAP. Como colunista publicitário, escreveu na Folha de Minas, Folha de S. Paulo, Popular da Tarde e Jornal da Semana. Foi um dos primeiros jurados do Prêmio Colunistas.

E PARA FINALIZAR, A AUTORA DESSE TEXTO É....

Joyce C. L. Gomes.
Acadêmica graduando-se em Comunicação Social / Publicidade e Propaganda da Universidade de Mogi das Cruzes e professora Licenciada em Letras pela Universidade Braz Cubas (2004).

REFERÊNCIA:

BRANCO, Renato C.; MARTENSEN, Rodolfo L. e REIS, Fernando. História da Propaganda no Brasil. SP: T. A. Queiroz, 1990.